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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

O GESTO DO PERDÃO

“Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores.” Mateus 6:12.

Perdoar é um dos mais nobres gestos de que é capaz o ser humano. E também um dos mais difíceis. Quem sabe perdoar compreende de modo pleno uma das maiores necessidades do ser humano: ser perdoado. Se errar faz parte da fraqueza humana, ser perdoado é o melhor caminho para alguém se recuperar do erro. Quem não recebe o perdão, praticamente está impossibilitado de se redimir. Negar o perdão é condenar o que errou a permanecer no erro.

O que é perdoar? É admitir que a fraqueza humana está sempre presente, mesmo na pessoa que vive na mais reta intenção. É oferecer à pessoa um crédito de confiança: “Você errou. Eu o perdoo, ofereço-lhe uma nova oportunidade.”

Como é bom, num momento de fraqueza, receber uma nova oportunidade! Ter gente que acredite em nossa recuperação! Quando um pai perdoa ao filho o erro cometido, lhe está dizendo exatamente isso: “Meu filho, você errou. Mas você pode ser diferente. Conte comigo“. Por outro lado, não perdoando, estará dizendo: “Meu filho, você não tem jeito mesmo. Não conte mais comigo“. É o caminho mais fácil para fazer com que o filho não lute mais para superar as próprias limitações. É condená-lo a repetir o erro.

Perdoar é reconhecer a quase infinita capacidade do ser humano de se regenerar. Por pior que alguém seja, não está apagada nele a chama da bondade. Basta um pequeno sopro, e a chama brilha com força. Transforma-se em labareda.

Perdoar é participar da misericórdia divina, que faz o sol brilhar sobre justos e injustos. Quanto maior o pecado, mais intensa a presença amorosa de Deus. Saber perdoar é ser capaz de realizar o mais divino dos gestos para com o ser humano: o gesto do perdão. Isso é sensacional (thambeo)!

Por Jómarson Dias

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

PERDOAR NÃO É ESQUECER

Vamos falar um pouco sobre perdão? Vou usar as próximas postagens para refletir sobre esse assunto que já trouxe muita angustia ao meu coração. 

Ao contrário do que muitos têm sido levados a acreditar, perdão não é esquecer.

Esse é um dos grandes mitos da vida cristã. Temos dito por muitos anos: “Vamos perdoar e esquecer!” É bonito de dizer, politicamente correto, mas altamente ilusório.

Alguns vão recorrer ao livro de Jeremias, onde se diz que “lhes perdoarei a sua maldade, e nunca mais me lembrarei dos seus pecados” (Jeremias 31:34), e dirão: “Viu? Deus não se lembra mais dos nossos pecados!”

Calma, não tire conclusões precipitadas. Deus não se esquece! Esta linguagem do profeta é uma metáfora, uma figura de linguagem, com intuito de enfatizar a determinação da graça de Deus em não manter-nos responsáveis por nossos pecados. Ele cancelou o débito e nunca exigirá um pagamento. Se Deus pudesse literalmente “esquecer”, isso enfraqueceria a verdade sobre sua onisciência. Deus sempre sabe e sempre saberá todas as coisas, mas ele prometeu nunca usar nossos pecados contra nós ou nos tratar como se a realidade de nossos pecados estivesse presente em sua mente. Sobre essa verdade o salmista afirma que Deus "não nos trata conforme os nossos pecados.” Salmos 103:10.

“Perdoar e esquecer” é psicologicamente impossível. Assim que você se concentrar para esquecer algo, pode ter certeza que, na maioria das vezes, é a única coisa que permanecerá à frente de sua consciência. Todos nós esquecemos coisas ao longo do tempo, mas o fazemos involuntariamente. Vida, experiência e a idade acabam apagando certas memórias, mas raramente, ou nunca, são feridas que sofremos ou pecados cometidos contra nós.

Achar que perdão demanda esquecimento pode ser emocionalmente devastador, porque Deus não promete amnésia espiritual para a mente do perdoador; que pode ainda se sentir como uma hipócrita por ter prometido esquecer e agora simplesmente perceber o quão impossível é, literalmente, esquecer algo tão doloroso. Esse peso da obrigação de esquecer torna as pessoas relutantes em perdoar alguém, por achar que seu coração é incapaz de esquecer.

Precisamos aprender que a lembrança da ofensa provavelmente nunca irá se dissipar, mas isso não significa que verdadeiramente não perdoamos o ofensor. 

Perdoar, enquanto ato, implica na deliberação de abrir mão de uma dívida emocional contra alguém. Enquanto processo, implica em trabalharmos nossas reações interiores até que não exista mais o desejo de vingança. O perdão é fruto de uma decisão, não de um sentimento. Primeiro tomamos a decisão de perdoar, e só depois é que sentimos que já perdoamos.

Por Jómarson Dias

BIBLIOGRAFIA
Sam Storms. Artigo: "Forgiveness: What it is, what it is not" (Traduzido e adaptado)

terça-feira, 8 de maio de 2012

EFEITO DUPLO

Jesus recorreu a duas metáforas domésticas a fim de definir a natureza de nossa influência. Todo lar, por mais pobre que seja, usava e ainda usa tanto o sal como a luz. Durante a sua própria infância, Jesus devia ter observado frequentemente sua mãe usando o sal na cozinha e acendendo as luzes quando o sol se punha. Sal e luz são utilidades domésticas indispensáveis.

Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens.” Mateus 5:13-16

Dedicamos o último post para refletir sobre a aplicação pretendida por Cristo ao utilizar a figura do sal. Quanto à necessidade da luz, ela é óbvia. Precisamos permitir que a luz de Cristo brilhe em nós, a fim de que as pessoas a vejam.

Quando examinamos mais detalhadamente essas duas metáforas, vemos que foram deliberadamente proferidas a fim de serem complementares uma a outra. Nos dois casos, Jesus primeiro faz uma afirmação ("Vós sois o sal da terra", "Vós sois a luz do mundo"). Depois, ele acrescenta um apêndice, a condição da qual depende a afirmação (o sal deve manter sua qualidade de salgar e a luz deve brilhar). O sal para nada serve se perder a sua salinidade; a luz torna-se inútil, se for escondida.

O sal e a luz têm uma coisa em comum: eles se dão e se gastam, e isto é o oposto do que acontece com qualquer tipo de religiosidade egocentralizada.


E seus efeitos são complementares: o sal impede a deterioração e a luz é ilumina as trevas. Assim, Jesus nos chama para exercermos uma influência dupla na comunidade, de impedir a sua deterioração e de produzir luz. Nossa missão é impedir a propagação do mal e promover a propagação da verdade, do amor e da bondade. Que privilégio espantoso (thambeo)!

Por Jómarson Dias

BIBLIOGRAFIA

John Stott. Contracultura Cristã - A Mensagem o Sermão do Monte
Carlos Queiroz. Ser é o Bastante: Felicidade à Luz do Sermão do Monte

quinta-feira, 3 de maio de 2012

NÃO DEIXE APODRECER

Jesus olha para seus discípulos que estavam próximos e para uma multidão que se comprimia em volta e se refere àquele punhado de camponeses palestinos, chamando-os de sal da terra (Mateus 5:13). 

Em que referência doméstica Jesus estava pensando? Em uma panela de sopa sem sabor, ou em um pedaço de carne podre?

Faço essa pergunta porque o sal possui uma variedade de usos e ouvimos sermões fazendo inúmeras aplicações. Mas particularmente nos  séculos antes do invento da refrigeração, o sal era usado para preservar a carne do apodrecimento e essa era sua principal utilidade nos dias de Cristo.

O  mundo manifesta também uma tendência constante à deterioração. A idéia principal é que o mundo está apodrecendo. Ele não pode impedir a sua própria deterioração. Apenas o sal, quando introduzido de fora, pode fazê-lo. Deus planejou que a mais poderosa coibição de todas, dentro da sociedade pecadora, fosse o seu próprio povo redimido, rege­nerado e justificado.

Os filhos de Deus “são condutos por onde fluem as bênçãos divinas. Fossem os servos de Deus tirados da Terra ...este mundo seria entregue à desolação e destruição... Conquanto os ímpios não o saibam, devem até mesmo as bênçãos desta vida, à presença do povo de Deus no mundo.”  O Desejado de Todas as Nações, pág. 306.

Os discí­pulos são chamados a ser um purificador moral em um mundo onde os padrões morais são baixos, instáveis, ou mesmo ine­xistentes.

A eficácia do sal, entretanto, é condicional: tem de conservar a sua salinidade.

Nos dias de Cristo, chamava-se de "sal" um pó branco (talvez apanhado à volta do Mar Morto), o qual, embora contivesse cloreto de sódio, também continha muita coisa mais, pois antigamente não exis­tiam refinarias. Nesse pó, o cloreto de sódio era provavelmente o componente mais solúvel e, portanto, o que mais facilmente desaparecia. O resíduo de pó branco ainda parecia ser sal, e sem dúvida era chamado de sal, mas não tinha o seu gosto nem agia como tal. Era simplesmente um pó inútil do chão.

Da mesma forma, para ter eficácia, o cristão precisa conservar a graça, assim como o sal deve preservar a sua salinidade. Se os cristãos forem assimilados pelos ímpios, deixando-se contaminar pelas impurezas do mundo, perderão a sua capacidade de influen­ciar.

Respondendo à primeira pergunta, acredito que a referência de Cristo era um pedaço de carne apodrecida. Nosso papel, não é dar sabor ao mundo (a idéia de que se possa tornar o mundo mais saboroso é total­mente absurda), mas conter sua rápida deterioração. É exatamente isso que Deus que fazer através de você, isso não é extraordinário (thambeo)?

Por Jómarson Dias

BIBLIOGRAFIA
John Stott. Contracultura Cristã - A Mensagem o Sermão do Monte
Carlos Queiroz. Ser é o Bastante: Felicidade à Luz do Sermão do Monte

sexta-feira, 20 de abril de 2012

O DEUS ESTILISTA

Estilista é aquele que, na moda cria coleções de roupas e acessórios, exercendo forte influência sobre a maneira como as pessoas se vestem e criando tendências de mercado. Ser estilista, não é apenas ser desenhista de moda, e sim criar um vestuário adequado a cada tipo de pessoa. Já pensou no nosso Deus como um estilista? Adão e Eva pensavam nele assim. Antes de Adão e Eva pecar, eles não precisavam de roupas, viviam envolvidos por uma “veste de luz". Depois de pecar esconderam-se nas moitas e começaram a fazer roupa de folhas de figueira.

Eles estavam sofrendo as consequências imediatas do pecado: medo e vergonha. Por isso se esconderam, por isso se cobriram, mas a cobertura confeccionada era insuficiente – as folhas secaram.

Em Gênesis 3:21 encontramos o primeiro sermão do evangelho. Sermão feito não por pregadores, mas pelo próprio Deus. Não com palavras, mas com atos. Um espanto! Quer ver como Deus responde aos nossos pecados?

"O SENHOR Deus fez roupas de pele e com elas vestiu Adão e sua mulher."

Essa única sentença sugere três cenas poderosas:

Cena 1: Deus mata um animal. Pela primeira vez na história da terra, o chão é manchado de sangue. Sangue inocente. O animal não cometeu pecado, não merecia morrer. Adão e Eva mereciam morrer, mas viveram. O animal merecia viver, mas morreu.

Cena 2: Deus faz roupas de pele. Agora, o criador das estrelas vira alfaiate.

Cena 3: Deus veste Adão e Eva.

Eu gostaria muito de ver esta cena! Adão e Eva estão de saída do jardim. Deus aponta para as roupas de folhas e diz balançando a cabeça: "Essas folhas de figueira jamais servirão." Ele apresenta as novas roupas recém-confeccionadas. Mas não joga as roupas aos pés deles dizendo para que se vistam. Ele mesmo veste-os. "Fique quieto, Adão. Vamos ver se serve."

Como uma mãe que veste o bebê; como o pai que fecha a jaqueta do filho na pré-escola; como a enfermeira colocando o jaleco sobre a paciente assustada; Deus veste seus assustados filhos: “Adão, coloca a perna aqui, Eva, passa o braço por trás”.

Ele não faz o mesmo por nós? Comemos nossa porção do fruto proibido. Dizemos o que não devíamos dizer, vamos aonde não devíamos ir, pegamos frutos de árvores em que não devíamos tocar. E quando fazemos isso escondemo-nos. Costuramos folhas de figueira com nossas próprias mãos para encobrir nossos pecados: desculpas esfarrapadas, justificativas frágeis. Cobrimo-nos com boas obras, mas uma rajada do vento da verdade, e estamos nus de novo — totalmente nus em nossos fracassos.

Então, o que Deus faz? Exatamente o que fez para nossos pais no jardim. Ele derramou sangue inocente oferecendo a vida de seu Filho. E da cena do sacrifício, o Pai pega um manto — não a pele de um animal — mas o manto de justiça. E será que ele joga o manto na nossa direção e diz para nos vestirmos? Não, ele mesmo nos cobre. Ele nos veste com Seu próprio filho. "Os que em Cristo foram batizados, de Cristo se revestiram" (Gálatas 3:27).

Voltando à cena no Éden, você notou a passividade de Adão e Eva? Eles não fizeram nada. Absolutamente nada, apenas aceitaram ser vestidos. Foram passivos no processo e nós também somos. "Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie. Porque somos criação de Deus" (Efésios 2:8 e 9).

Escondemo-nos, Ele nos procura. Trazemos pecado, Ele traz sacrifício. Experimentamos folhas da figueira, Ele traz o manto de justiça. Somos então deixados para entoar o cântico do profeta: "Regozija-se a minha alma em meu Deus! Pois ele me vestiu com as vestes da salvação e sobre mim pôs o manto da justiça, qual noivo que adorna a cabeça como um sacerdote, qual noiva que se enfeita com jóias.” (Isaías 61:10).

Isso é thambeo!

Por Jómarson Dias

BIBLIOGRAFIA
Max Lucado. Um Amor Que Vale a Pena

sábado, 1 de outubro de 2011

AMOR DESSE TAMANHO, PAPAI !

Quando eu pergunto para minha filha de três anos qual é o tamanho do amor do papai, para descrever a grandeza do meu amor, ela abre os bracinhos, estica ao máximo e diz: “Amor desse tamanho, papai!”. Hoje eu te pergunto, qual é o tamanho do amor do Pai celeste?

Tenho pregado em minha igreja uma série de mensagens sobre o amor de Deus. Nesta série, denominada “Amor acima de tudo”, temos refletido sobre o verdadeiro amor que nasce do coração de Deus e que  se manifesta de forma plena em Cristo. Este amor é descrito por Paulo em 1 Coríntios 13 e aqui encontramos uma descrição do amor ágape, amor perfeito, amor espantoso (thambeo), amor divino, totalmente incondicional e desinteressado.

Em certo momento, a construção feita por Paulo chega a ser quase poética. Ouça o ritmo de 1 Coríntios 13:4, 7 transliterado de sua língua original: “panta stegei, panta pisteuei, panta elpigei, panta upomenei.” Em português: “O amor [...] tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta". Paulo escolhe a dedo cada palavra desta canção. Ele faz uso de um recurso da linguagem que chamamos de “paronomásia”, que é o uso de palavras com som parecido mas de significado diferente, com o propósito lúdico de jogar com as palavras ou com o propósito estético.

Além disso, você deve ter notado a repetição do vocábulo panta. Algumas derivações surgiram em nossa língua a partir dessa palavra grega: “Panteísmo” que é a crença de que Deus está em TODAS as coisas. “Panacéia” que é a cura para TODAS as coisas. E “panóplia” que é conjunto de TODA sorte de objetos. Panta quer dizer "todas as coisas". Nesta palavra está incluída a idéia de plenitude, ela descreve algo pleno, imenso e completo em sim mesmo. Esse é o amor de Deus, plenamente perfeito, imenso, um amor que "tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta."

Esse é o tipo de amor que Paulo prescreveu para a complicada igreja de Corinto. Você também não precisa desse amor?

Jesus sofreu tudo por você, Ele acredita em você, Ele espera por você e suporta tudo por você. Todas as coisas. E até onde vai esse amor? Esse amor pleno e espantoso (thambeo) rompe a eternidade, transcende o infinito, desce o mais profundo abismo, se torna carne e aceita morrer a minha e a tua morte. Isso é maravilhoso (thambeo)! Mergulhe fundo nesse imenso amor!

Por Jómarson Dias

BIBLIOGRAFIA
Max Lucado. Um Amor Que Vale a Pena
Timothy Friberg, Barbara Friberg e Neva F. Miller. Analytical Lexicon of the Greek New Testament

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

O ANJO DO ÚLTIMO SEGUNDO

Na semana passada uma mãe me procurou e disse que já ora há mais de 15 anos pelo retorno do filho à igreja. Eu perguntei a essa irmã – “você cumpriu seu papel ensinando a Palavra de Deus para seu filho quando era pequeno?” Ela me respondeu positivamente com lágrimas. Então contei a ela sobre a obra que um anjo realizaria em favor desse filho.
Um anjo muito poderoso será enviado por Jesus para realizar uma obra muito especial momentos antes do “Fechamento da Porta da Graça”.

Os termos “Fim do Tempo da Graça” ou “Fechamento da Porta da Graça” significam o momento quando o destino de cada pessoa estiver definitivamente fixado, sem a possibilidade de mudança alguma.

Nesse dia Jesus, nosso Advogado, que hoje ainda intercede por nós no santuário celestial, finalizará Sua obra mediadora e sacerdotal. O encerramento dos trabalhos de Cristo como nosso intercessor está descrito em Apocalipse 8:5 – “Então o anjo [Jesus] pegou o incensário, encheu-o com fogo do altar e lançou-o sobre a terra; e houve trovões, vozes, relâmpagos e um terremoto.”

Jesus levantará as mãos e com grande voz dirá: “Está feito”; e toda a hoste angélica deporá suas coroas, ao fazer Ele o solene decreto: "Continue o injusto a praticar injustiça; continue o imundo na imundícia; continue o justo a praticar justiça; e continue o santo a santificar-se." Apocalipse 22:11.

A partir desse dia não haverá mais tempo de graça e salvação. As oportunidades estarão encerradas, a porta de misericórdia será fechada porque a obra de salvação estará completa.

É aqui que entra a grande notícia as mamães que hoje choram ao pensar na possibilidade da perdição eterna de seus filhos que um dia foram ensinados a amar a Deus. Um pouco antes de fechar a “Porta da Graça” um poderoso anjo será enviado para lembrar algo a estes filhos:

“O último trabalho intercessor de Cristo antes que ponha de lado seus vestidos de sacerdote, é apresentar as orações dos pais por seus filhos. E eu vi um anjo poderoso ser enviado e milhares de filhos lembraram os ensinamentos da infância e voltaram justamente antes que se feche a porta da graça.” Ellen White, Review and Herald, 1902

Que amor é esse! Amor que faz de tudo para salvar, até o último instante. É maravilhoso (thambeo) saber de um anjo que atuará no último segundo e será bem sucedido em sua obra, pois milhares de filhos voltarão e serão selados antes do “Fim do Tempo da Graça”. Que Deus abençoe você querida mãe e querido pai que hoje ensinam seus filhos a temerem ao Senhor.

Por Jómarson Dias

BIBLIOGRAFIA
Ellen G. White. O Grande Conflito
Fernando Chaij. A Preparação para a Crise Final